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Quatro respostas distintas na criação de imagens por Inteligência Artificial

Por: Alysson Lisboa

Imagem gerada por IA

A Inteligência Artificial está travando uma guerra entre as empresas que estão correndo para ganhar destaque. Elas fazem, basicamente a mesma função, como produzir imagens automáticas a partir de uma descrição simples. Muitas empresas estão "treinando" o algoritmo para que consigam trazer uma imagem mais próxima daquilo que se pede, mas há muita coisa para melhorar ainda.

No Google, cada vez que fazemos uma busca, o algoritmo confere se o usuário clicou e permaneceu naquele link apresentado por algum tempo. Assim, é possível dizer se a página tem ou não as informações que foram solicitadas no buscador. Isso melhora, automaticamente, o ranqueamento e a qualidade das respostas ao longo do tempo.

Quando você solicita, por meio de um prompt, por exemplo, a criação de uma imagem, não é possível saber se você gostou ou não do resultado. O uso da plataforma que irá determinar se você está gostando ou não dos resultados. É uma resposta mais genérica e menos direta sobre a plataforma. Você pode utilizar uma imagem produzida para inúmeros fins e a IA não saberá se você a usou ou como usou aquela imagem gerada. Por isso, são tão diversas as respostas dos algoritmos quando solicitamos a criação de uma imagem por Inteligência Artificial. Ainda não temos a melhor plataforma para gerar imagens de um determinado tipo. Mas em pouco tempo teremos.

Escrevi uma solicitação para produção de uma imagem para três IAs diferentes e as respostas foram muito distintas.

O texto foi: generate art that shows a white man, black hair, glasses with black frames. He is sitting at an office desk in a high-rise building. Behind there is a window with large buildings. (gerar arte que mostre um homem branco, cabelo preto, óculos com armação preta. Ele está sentado em uma mesa de escritório em um prédio alto. Atrás há uma janela com grandes edifícios.)

O resultado apresentado pela IA da DiffusionBee (imagem abaixo) mostrou uma imagem simples como um desenho em preto e branco. Dependendo do propósito é um desenho muito bonito, mas sem muitos detalhes. Vale ressaltar que por conta da dinâmica da IA, é muito difícil seguir uma identidade visual uniforme para várias peças. Caso você precise de uma série de imagens, é importante pedir todas de uma única vez.

Simplicidade, mas mostrou tudo que foi solicitado no prompt

Já o Photo_CreateE, o gerador de imagens da POE apresentou um desenho mais próximo do que foi solicitado em um modelo de imagem mais realista, imitando um desenho em quadrinhos moderno. Observem que as mãos estão com os contornos estranhos. A IA tem muita dificuldade (ainda) para desenhar detalhes. Mas o resultado do Photo_CreateE (abaixo) é bem superior e, com alguns ajustes, pode melhorar bastante.

Os detalhes como as extremidades são sempre um problema para o gerador de imagens por IA

Outra ferramenta que testamos com o mesmo prompt foi a Criayon. Ela trouxe 9 imagens variadas que não obedecem muito o que foi solicitado. No prompt foi solicitado um homem com cabelo preto, mas nas imagens há vários desenhos de homens sem cabelo. Esse gerador de imagem também tem um ar mais futurista e os detalhes das imagens são também ruins. Outro ponto importante é a resolução baixa que a ferramenta entrega (abaixo).

A IA da Craiyon deixa muito a desejar, mas pode funcionar para determinados tipos de demanda

O melhor resultado está na empresa que mais está investindo em IA entre as bigtechs, o Bing da Microsoft. A ferramenta não apenas trouxe o melhor resultado, mas também é mais fácil de usar e mais rápida nas respostas. A ferramenta mostra os históricos e tem integração com ChatGPT, entre outras funcionalidades. Vejam os dois resultados apresentados pelo Bing.

Resultados melhores com o Bing, mas as mãos continuam com mais de 10 dedos

Quais imagens você mais gostou? Compartilhe sua opinião sobre a IA. Acompanhe o canal do Whatsapp para receber informações sobre o tema. Acesse: https://whatsapp.com/channel/0029VaGbj2o1NCrU13vJJZ1q

Marca centrada no cliente não depende da tecnologia, e sim de pessoas

A transformação digital chegou, definitivamente, ao comércio online. Segundo relatório da Webshoppers e E-bit/Nielsen, 13 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online em 2020. Com isso, o país chegou à marca de 79,7 milhões de consumidores online, o que não é pouca coisa.

As vendas no digital aumentaram, mas também abriu-se uma série de novos problemas, tanto para o consumidor, quanto para o lojista. Um dos desafios apresentados, segundo relatório da Shopify, é que boa parte dos jovens, 54% dos pesquisados, passam a conhecer as marcas a partir das redes sociais. Mas nem todas as empresas estão preparadas para uma interação rápida, cordial e ativa com os consumidores por meio de chats como Messenger do Facebook ou Direct do Instagram. 

Muitas perguntas ficam sem resposta e as empresas perdem o timing de interação daquele cliente no exato momento em que está disposto a comprar. É como chegar dentro de um shopping e ver uma placa na porta de uma loja: "Voltamos já". Como resolver esse problema e aproveitar todos os pontos de contato da marca com os clientes?

O primeiro aspecto que deve ser levado em consideração é pensar duas vezes antes de abrir "frentes de comunicação digital". Para que um canal seja efetivo em vendas é preciso fluxo contínuo, processo e tratativas claras. Outro dia, fiz contato com uma marca via Messenger e no primeiro momento recebi uma saudação cordial. A partir da minha segunda pergunta, fui ignorado até o dia seguinte, momento em que não estava mais propenso a comprar aquele determinado produto. É melhor ter apenas um Whatsapp ativo que estar em três ou quatro redes e não conseguir manter o controle. Quanto mais pontos de contato, maior o trabalho para controlar a entrada e saída de informações.

O Whatsapp é uma poderosa ferramenta de interação. A versão Business permite etiquetar os contatos, relacionar catálogo de produtos, criar mensagens de ausência, saudação e respostas rápidas. E quando a empresa ganha robustez, é preciso contratar empresas como Zenvia ou Take para poder gerar fluxos complexos em canais específicos, como Messenger, Whatsapp e chatbots. Porém, o custo ainda é alto e as soluções cobram pelo volume de interação - quanto mais fluxo, maior o custo de operação.

Diante de todas as tecnologias de interação que não chegam com facilidade para a maioria das empresas de e-commerce de médio porte, o consumidor está migrando para uma interação com comércios menores que conseguem se adaptar às novas jornadas de compra dos consumidores, que trafegam em uma nova dinâmica de trabalho - ora em home office, ora em casa, dando conta também dos afazeres domésticos e familiares.

As empresas que passam a ganhar o coração do consumidor com esse novo perfil são aquelas que conseguem se adaptar. Um exemplo foi uma compra que fiz pelo Whatsapp, utilizando o chat para conversar com o vendedor, enviar comprovante do pagamento via pix e fechar uma compra para Brasília, mesmo estando em Belo Horizonte e nunca ter visitado o site da empresa - que nem mesmo sei se tem um e-commerce eficiente. 

Seria mais cômodo para a vendedora me indicar um canal de vendas e esperar que o pedido chegasse, mas a percepção em relação ao senso de urgência e mais, a percepção da minha real intenção de compra, fizeram com que a tratativa fosse objetiva e cordial. Todo o processo foi rápido, empático e eficiente. Mesmo sendo uma marca grande, a vendedora tratou como uma marca pequena e próxima. 

Essa é uma janela de oportunidades para marcas independentes, como aponta a pesquisa da Shopify. "Os consumidores têm expressado o desejo de comprar de lojas independentes. A escolha pelos marketplaces ainda ocorre por conveniência, mas os comerciantes que melhorarem sua visibilidade podem aproveitar o novo cenário, de acordo com a pesquisa.

Sua marca está preparada para a segunda onda pós-covid? Você está disposto a resolver o problema do cliente ou o digital está deixando sua marca cada vez mais fria e distante? 

Você sabe o que é marketing de dados? E por que isso é tão importante hoje em dia?

O marketing de dados, segundo o especialista Rodrigo Nascimento, é uma estratégia de marketing que ajuda sua empresa a ser muito mais assertiva nas ações de marketing de acordo com seu objetivo. Vivemos agora a era da datificação ou seja, dado que se transforma em informação útil.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

"A Ciência de Dados não é responder perguntas, mas sim fazer as melhores perguntas", ressalta Nascimento, diretor da Buscar ID que trabalha com marketing estratégico e otimização de sites. Segundo ele, o marketing de dados nasce da fusão entre o marketing e a ciência de dados, ou seja, toda ação de marketing passa a ser realizada tomando como base o que os dados apresentam. É muito comum as pessoas falarem que um post específico teve muito mais likes que outro, mas sequer saber o que pode ter proporcionado isso. Assim, tiram conclusões pouco conclusivas sem uma análise mais profunda para entender o que realmente pode ter acontecido.

Enquanto o marketing tradicional trabalhava em uma dinâmica de atenção do consumidor, interrupção e venda massiva, o marketing por dados trabalha na perspectiva de otimização, agilidade, inteligência, eficácia, comportamento e tomada de decisão. É o fim do achismo e da análise de métricas sem um contexto mais profundo.

Diferente do marketing tradicional, o marketing voltado para dados trabalha em outra perspectiva, ou seja:

  1. Entendimento do cenário (o que está acontecendo com o meu mercado)
  2. Definição de fontes de dados (onde consigo informações sobre o meu mercado e meu consumidor)
  3. Extração e organização dos dados (como posso extrair tais informações e organizar tudo isso)
  4. Visualização e análise dos dados (como posso ver e analisar esse grande volume de informações)
  5. Tomada de decisão (o que faço a partir desse ponto. O que preciso realizar para atender os objetivos de campanha)

Ferramentas e as etapas para começar a usar os dados no marketing digital

Primeiro você precisa capturar os dados. Comece com ferramentas mais simples e vá, aos poucos, conhecendo outras mais complexas. Utilize ferramentas como: Google Forms, Hotjar, Navegg, Dito, Google Analytics, Typeform.

Para extrair dados internos da sua base de dados ou até mesmo dos aplicativos mostrados acima você precisará de outras ferramentas como: TrendMap, Buzz monitor, BuzzSumo, SemRush, Ramper.

Depois de capturar e extrair os dados é preciso explorar esses dados, ou seja, dar significado a todos os números que você tem acesso a partir desse ponto. No entanto, você vai precisar de um mínimo de conhecimento em programação para explorar essas informações. As ferramentas que você precisa conhecer são: Matabase, Python, Pandas, Excel e SQL.

Depois de extrair e explorar os dados é hora da mágica acontecer. É hora de visualizar os dados. Nessa hora todos aqueles números se convertem em imagens traduzíveis para nós, leigos. É uma representação por gráficos que podem trazer de modo claro, o que os dados capturados representam. Entre as ferramentas de visualização estão: Power BI, Google Data Studio, Shopback e Zapier.

Calma, sei que tudo isso é muito confuso. Mas sempre podemos dar os primeiros passos.  Um dos erros mais comuns que as pequenas empresas cometem é não se preocupar em armazenar os dados primários e básicos de seus clientes. Eles entram na loja, interagem com o conteúdo dos posts, se comunicam com você e vão embora. É preciso, no primeiro momento, armazenar esses dados. Existe nesse ponto, um mundo de informação acessível que poderá se converter em conhecimento mais profundo sobre o seu cliente - mesmo que seja no futuro. É como uma tonelada de minério na montanha. Visto de fora pode até parecer sem valor, mas é preciso tratar esses dados. Se você não sabe como fazer isso, pelo menos não jogue fora todo esse material coletado dos seus clientes ao longo dos anos.

As 6 tendências para o marketing digital em 2022

  1. Prever o que os clientes irão comprar? Isso já é possível com o uso da Inteligência Artificial (IA). Em 2022 isso vai deixar de ser coisa para grandes empresas e vai se tornar mais comum. Desde um simples histórico de navegação até cruzamentos mais complexos de dados, a IA veio para ficar no marketing digital.
  2. Os influenciadores digitais não serão apenas requisitados por número de seguidores nas redes sociais, a IA entra em cena novamente avaliando vídeos, comentários e gerando uma análise clara do desempenho do influenciador. Vamos ter uma queda e ascensão bem expressiva desses profissionais já em 2022 e você deve pagar pelas conversões que esse influenciador conseguiu para a sua marca.
  3. Os assistentes de voz como Alexia, Siri e Google Home vão invadir a sua praia. Essa é uma forte tendência de compras no Black Friday de 2021 e vai explodir em 2022. Por voz você irá pedir pizza, escolher música e fazer muitas outras coisas. Segundo pesquisa da Stefanini Group, estima-se que o valor de mercado das compras de busca por voz chegará a US$ 40 bilhões em 2022, enquanto os gastos do consumidor por meio de assistentes de voz chegarão a 18%.
  4. Além dos assistentes de voz temos o crescimento dos chatbots no E-commerce. Já é uma realidade para grandes marcas e esse recurso também vai invadir os pequenos e médios lojistas. O assistente virtual vai automatizar as necessidades de atendimento porque os chatbots podem responder às perguntas dos consumidores sem a intervenção da empresa. Aliado à IA, o chatbot pode ter uma personalidade distinta com a brand voice específica da marca e reduzir, consideravelmente, o tempo de espera dos serviços de atendimento ao cliente.
  5. Outra tendência que veio para ficar e será reforçada em 2022 são os eventos híbridos. Algumas empresas economizam muito em 2021 e outras não viram muita diferença entre fazer um evento presencial ou remoto. O que vai acontecer então é um híbrido com dois tipos de ingresso. Um restrito para o ambiente online e outro mais completo vivendo a experiência presencial. O network presencial será o grande ponto na hora de escolher a modalidade do evento.
  6. Outra questão que vai ser discutida muito em 2022 será a privacidade e a LGPD. É cada vez mais evidente a preocupação das pessoas com a privacidade e controle de seus dados. Isso irá fazer com que as empresas de marketing digital passem a utilizar dados primários e não mais dados de terceiros. Com dados mais restritos e  mais poder na mão dos usuários, as grandes marcas e as bigtechs tentarão nos seduzir com estratégias do tipo: me forneça seus dados que entrego a você alguns benefícios. Por isso, ferramentas de CRM, pesquisas e conteúdo interativo se tornarão cada vez mais necessárias para o sucesso do marketing digital. (Fonte: Stefanini Group)

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Hackathon como instrumento de inovação aberta

As empresas precisam estimular a cultura de inovação para suportar os desafios da transformação digital. Por isso, é urgente buscar soluções em um curto espaço de tempo e incentivar a criatividade

Maratona hacker – ou hackathon como é conhecido – é um evento de inovação no qual os participantes, depois de alguns dias de trabalho intenso, conseguem desenvolver ideias e apresentar soluções para desafios propostos por empresas dos mais diversos segmentos. Esse modelo vem ganhando cada vez mais força dentro das organizações porque elas perceberam que a inovação não precisa vir, obrigatoriamente, dos próprios colaboradores. Soluções criativas e viáveis podem nascer de pessoas sem qualquer vínculo com a instituição, que olham os problemas de fora e de modo isento.

A cultura organizacional, muitas vezes, mata a criatividade. Os funcionários, por estarem inseridos dentro de uma rotina de trabalho e processos bem definidos, não conseguem encontrar soluções inovadoras para velhos problemas. "Isso já estava assim quando cheguei e apenas dei sequência ao trabalho." Essa é uma das expressões que se ouve geralmente e retrata bem o cenário das organizações.

Realizei o 3º Hackathon - Desafio ODS Foco no Agro, em parceria com o IFSul de Minas e Sebrae MG, no final do mês passado. O evento contou com a participação e ajuda da amiga Yara Neves, que convidou Adalberto Teodoro e a Laura Rodrigues. Juntos na organização pudemos desenvolver esse trabalho incrível. O evento foi todo produzido online e tivemos uma participação expressiva de alunos e professores dispostos a encontrar soluções para os dois desafios propostos. Antônio Rafael, proprietário da Fazenda Jatobá, no interior de Minas Gerais, buscava um modelo para transformar o passivo ambiental em um produto ecologicamente correto. Já Alexandre Pinheiro, diretor da Comexim, buscava uma solução para o reaproveitamento do pó gerado durante o processo de rebeneficiamento do grão cru do café verde.

O mais interessante é que as 11 equipes formadas pelos alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas não tinham ideia de quais seriam os desafios e não podiam, portanto, discutir previamente uma solução antes da maratona começar. Eles tiveram 72 horas corridas para entender o problema, pesquisar possíveis soluções, validar as hipóteses e apresentar as soluções.

As etapas do Hackathon

No momento da abertura do evento, as empresas apresentaram os problemas enfrentados e as equipes começaram a escolher qual desafio trabalhar durante os três dias de evento. Durante todo o tempo foi preciso motivar os participantes. Em um evento online é fundamental a integração das equipes e o empenho dos organizadores para estimular a participação e garantir as entregas.

Por isso, assim que os participantes passam a conhecer os desafios, é fundamental falar sobre o propósito empreendedor. E esse foi o tema da palestra ministrada por Joanna Pagy, uma empreendedora serial e especialista em design de serviços.

O que motiva o empreendedorismo e como a inovação pode transformar pessoas, empresas e o mundo. Mas o que define um problema? O que torna a solução algo inovador para as empresas? Por que investir tempo na busca por uma solução?  Pensando em responder essas perguntas, palestrou também durante o evento o especialista Gessé Pereira. Ele que trabalha com o desenvolvimento de produtos digitais com foco no setor varejista na empresa Lett.

Durante a maratona, é preciso ter sempre em mente qual o problema, a causa, consequências e o impacto disso nos negócios e também na sociedade. Por isso, durante o hackathon, os participantes são envolvidos em diversas outras palestras que mostram o caminho, apresentam metodologias ágeis e fazem com que eles tirem as ideias da cabeça, comecem a definir e prototipar a solução. De nada adianta ter uma excelente solução na cabeça se ela não for confrontada, testada e validada. Por isso a importante presença da palestrante Bruna Pereira, que é coordenadora na Fiemg Lab. Ela falou sobre definição e prototipação da Solução.

Mentorias para manter o foco

Algo que não pode faltar durante um hackathon é o apoio dos mentores. Estudantes e profissionais de mercado com experiência para sugerir caminhos, contribuir na compreensão do problema e ajudar as equipes a não fugirem do foco. Durante o evento, foram mais de 10 horas de mentorias técnicas para garantir a qualidade das entregas. Esse trabalho começa com uma conversa com as equipes, apresentação de ferramentas e instrução para o preenchimento dos modelos de validação, além da criação dos formulários e apresentações.

Na metade do evento, na manhã de domingo, os grupos estão completamente envolvidos com o projeto e passam a refinar a solução. Momento ideal para trabalhar a modelagem do negócio e deixar as coisas mais claras. Nesse momento, contamos com a importante palestra do Eloízio Neves, especialista em inovação para falar sobre validação da solução, mapa da empatia, persona e pesquisa.

No início dos trabalhos, com a chuva de ideias (brainstorming), as propostas ainda estão muito soltas ou divergentes. É hora de convergir para a solução. É o momento de fazer escolhas e apostas. Não é possível entregar tudo que se pensou, mas é preciso entregar o produto mínimo viável. Algo rápido, passível de diversas melhorias e alterações até que se converta em um produto de mercado. Na proposta de trazer de modo claro uma solução, foi a vez de Cristiane Toledo - Product Owner na ACE Cortex, falar sobre modelagem de negócios.

A jornada empreendedora é fruto de transpiração e envolvimento, como afirma o escritor Steven Johnson em seu livro ‘De Onde Vem as Boas Ideias’. Para ele, as boas ideias são palpites acumulados e um conjunto de repertórios que, somados, podem trazer soluções criativas. Mas em um evento de poucas horas como um Hackathon, é preciso pesquisar muito, conhecer bem o problema e estar disposto a abrir mão de hipóteses para se fixar na solução de algo que seja aplicável.

O dia de apresentar as soluções

O último dia, conhecido como Demoday, é reservado para que as equipes apresentem o pitch das soluções. Os participantes então tiveram duas palestras sobre o tema. A primeira  com Yan Cantuária, head de inovação na Galena para falar sobre pitch e eu, fechando a rodada de palestras para trabalhar a metodologia pitch e explicar sobre a dinâmica do demoday.

Eles apresentaram as soluções em três minutos no formato Pitch. Além dos empresários que trouxeram o desafio no Hackathon do IFSul de Minas, a banca também teve a participação do Leonardo Dias, CEO da Novo Agro Ventures. Uma banca de especialistas é o ápice do evento e, portanto, o momento mais importante de toda a jornada. "Qual dor sua startup está solucionando?" foi uma das perguntas dos avaliadores. Será que essa solução é viável? Qual o custo? Há mercado e realmente essa é uma necessidade latente?

Quem vence um Hackathon?

Já organizei alguns eventos do tipo. É nítido que o empenho da equipe, seu envolvimento e a vontade de construir algo fazem total diferença no dia do Pitch. A startup Agrotech360 e a SustentBio venceram a competição por isso. Seus participantes viraram a noite desenhando o projeto, discutindo as soluções e transbordando a vontade de fazer a diferença.

Um jovem transformado por um evento como esse muda para sempre seu modo de olhar o mundo, perceber problemas e propor soluções. Vivemos na era das grandes transformações e pavimentar o futuro passa, sem dúvida alguma, pela vontade legítima de fazer a diferença. Parabéns ao Sebrae MG e ao IFSul De Minas pelo evento.